O olho do sol
Clareando a lua
A rua
Nua
Minha e sua
No tempo
Espectro de esperança
O olho do sol
Clareando a lua
A rua
Nua
Minha e sua
Esta dança
Quem
sabe?
neste tempo seco
nestas tardes de vitrines e marcas
um pouco de oxigênio,
originalidade,
um temporal gostoso de verão.
um gargalhar
libertando a alegria,
lembrando!
que existe poesia,
estrela,
sentimentos.
Quem sabe uma paisagem carioca?
uma canção do Ivan,
sem querer,
num rádio perdido
na calma de uma tarde de domingo.
Possam explicar
Uma pessoa chamada
Tereza Cristina Tesser.
Um dia você falou
“eu te amo”
e eu
morri de medo,
corri
para dentro de mim
e fiquei
só o tempo
me conseguiu socorrer
e mostrar
que o amor
é o mínimo
que se espera
é a porta aberta
para a vida
a janela do ser
demorei muito a entender essa linguagem
básica
e tive de arranca-la
de dentro de mim,
dos meus medos
dos sonhos
e dos olhos de pessoas
iguais a você
O
Pênis
È um amigo sempre animado
E entende que a vida foi-nos dada
Para se dar e receber
Amor carinho e prazer.
Que devemos andar sempre limpos
E arrumados
Prontos para seus momentos
Mais sublimes
E que não devemos perder uma chance sequer
De conhecer e se fazer conhecer
Pois o prazer
Da vida,
É incondicional,
Sutil
E frágil.
Fala uma linguagem muito além
De idiomas
Gestos e palavras
Muito além de sabor ou cheiro
Muito além de rigidez
E poder.
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