Quero te olhar com razão,
Lógica,
Despido de conceitos, preconceitos,
Ou sentimentos,
Mas a impressão que fica
É de ser isto impossível,
Pois quando olho pra você
Desde sempre,
Vejo alguém a quem amo,
Respeito e admiro,
E que veio a mim
Para se cuidar
E me cuidar,
Para aprender
E me ensinar.
Alguém que no turbilhão do existir,
Precisou tomar outros rumos
E de repente retorna.
Alguém que conheço tanto
E me sabe inteiro
Com quem as palavras
Fazem-se desnecessárias
E vazias
Meras tentativas
De explicar
O que já está
Definido e resolvido.
te olhar escrito em terça 09 fevereiro 2010 00:06
são paulo escrito em sábado 30 janeiro 2010 13:00
Não sei a que
Teria o destino,
Unido num só lugar,
Artistas, profissionais.
Tão eficientes criaturas,
Que afinam
Perseverança educação arte e bondade.
Numa sinfonia alegre
De alma leve
Na aridez da labuta
Esse paulistano
Às vezes frio,
Mas que na verdade,
Por respeito a individualidade
E sabedor
De que o bem
Não se dá ou empresta.
Que bem está
Dentro de cada um.
È
Em sua plenitude
E deixa Ser.
osnes escrito em sexta 22 janeiro 2010 00:52
Senso comum
Este me assusta
Não me ilude nem anima
Nesta sociedade egoísta
Cospe-se de baixo pra cima
Senso moral
Está perdido
Na primeira página do jornal
Acredita-se mais na notícia
que em seu berço natural
até porque os tribunos
nisto andam bem mal
Bom senso
Esta utopia
Dela até acho graça
Pois sei que de “uns” a vitória
Será de “outros” a desgraça.
Resta-me então
ir, seguindo
Nesta louca comédia
Aprimorando o meu senso
Melhoro pelo menos
A média.
arranjo escrito em quarta 23 dezembro 2009 02:10
Neste arranjo
De espaços,
Corpos,
Acomodam Ser.
Convivem
Sonho em pedaço,
Quebra cabeça de tatos,
Olfatos,
E bem querer.
Neste aconchego
Carente
Este sonhar
Consequente
Este translúcido
Viver
Desta intimidade
Rasgando a vaga
Cidade.
Surge a identidade
De ser junto
E se ter.
inspirado no poema Nosso caminho descontínuo que revive de sonho de Leonardo Valesi Valente
verdade escrito em terça 22 dezembro 2009 22:59
Minha orelha
tosca,
Minha lente torta,
Meu olho nu?
Pouco importa!
Se te vejo janela,
Caminho ou porta,
Se me vejo através de ti?
Só um fato concluo,
Sumo êxito definido;
Cabe a mim classificar
Doce do amor,
Fel da maldade.
Posto que, ímpar
Minha palavra
Ecoa,
Na boca
Da verdade
E por mais oblíquo
Este caminho
Por mais desgraçada ironia
Mesmo descoberto em erro
Ledo engano
Insanidade.
Esta é a perfeita cara
Esta é a imagem
De minha verdade


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